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Por que escrevo tanto?


Eu sou uma tagarela confessa! Gosto de falar, tenho essa necessidade. Esse blog, inclusive, foi feito pra que eu tivesse mais um meio pra falar, falar e falar. (Risos)
Sempre fui assim, desde pequena. Eu lembro que eu falava tanto que minha mãe, às vezes, me interrompia e dizia: “Menina, respira!”
Eu lembro do meu pai me dizendo: “Eu não entendi nada! Fala de novo, dessa vez, mais lento. Usa os lá-bios, den-tes e a lín-gua.” (Risos)
Eu era tão empolgada pra falar que gaguejava. Eu começava a contar:
- Mainha, aconteceu ‘isso e aquilo’, aí, aí, aí, aí...
- Samara, para! Fale devagar.

Já houve épocas em que eu tive dificuldade de me expressar. A adolescência foi uma delas! Chega uma determinada fase que você passa a censurar aquilo que pode ser dito e o que não pode e foi quando eu comecei a escrever “valendo”. Eu, devido a alguns problemas, passei a não querer mais contar sobre as coisas que me aconteciam. Tive um diário onde eu trocava qualquer conversa por umas horas com ele e, acredite, eu escrevia sem censura! Pense no drama!
Outra coisa que me levou a contar menos sobre mim foi o fato de as pessoas esperarem muito de mim. Eu fui filha de pastor, então os olhares das pessoas, a responsabilidade de ser “menina modelo” era muito grande e era quase impossível ter pra quem contar as fraquezas. Realmente, foi uma fase muito difícil e acho que ainda estou passando por ela.

            Passei a escrever por necessidade. Eu sabia que gostava de escrever, sempre gostei, mas gostar é diferente de precisar. Quando você precisa de algo, aquilo tem mais significância na sua vida do que qualquer outra coisa que você goste.
Escrever publicamente têm sido a melhor coisa que tenho feito em anos! Tenho crescido tanto! Meu objetivo nunca foi ter fãs, muitos seguidores... Aliás, eu sempre preferi o anonimato. Por muitos anos mantive páginas com textos autorais e sem identificação.
Hoje eu já me preocupo em assinar as coisas que posto pra provar a mim mesma que tenho coragem de assumir as conseqüências das minhas palavras.

Eu fico muito feliz quando as pessoas leem o que eu publico, sabe, mas isso não é o sentido último. Não acho que é a quantidade de leitores faz o meu texto ser bom ou ruim. O que faz o meu texto ser bom é o tanto de verdades que há nele.
Eu só não gostaria que meus escritos criassem uma super imagem de mim e, acho que quando isso acontecer, eu deixo de torná-los públicos. Eu ainda quero que me vejam só como Samara. Se quiserem me ver como “a filha de Ana Alice e Ivaldo”, “a irmã de Sara, Samuel e Sayanne”, “a neta de D. Lilia e D. Zefinha” eu não me importo também, mas que lembrem da minha imperfeição e que a minha dependência de Cristo seja notada, aliás, esse é o fim último de todas as coisas.

            “Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus!
Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos!
Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?
Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense?
Pois Dele, por Ele, e para Ele são todas as coisas.
A Ele seja a glória para sempre! Amém.”

(Romanos 11.33-36)

Comentários

  1. Excelente!! Convém que Ele cresça e que nós diminuamos!! :)

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  2. Passo pelo mesmo. Tenho um diário também que eu escrevo um moi de coisa, meus textos tem erros ortográficos e etc., mas amo escrever nele e no meu blog também! Parabéns pelo Blog!

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