- Eu devia ter trazido aquele guarda-chuva hoje! - Resmungava Sônia no meio de uma chuvarada, de dentro da cabine telefônica. Já fazia alguns minutos que estava ali. Caminhava pra casa quando a chuva forte a alcançou e ela entrou na cabine. Por sorte, não havia se molhado. Não estava muito longe, morava há apenas um quarteirão dali, mas havia decidido que não iria se ensopar toda a fim de chegar mais cedo. Estava disposta a esperar a chuva passar. - Sônia!? - alguém chamava do lado de fora dando algumas batidinhas no vidro. Era a vizinha do 308 carregando um minúsculo guarda-chuva. - Não quer pegar uma carona comigo? Sônia calculou o tamanho delas, do guarda-chuva, vezes a intensidade da chuva e a força do vento e concluiu que as chances de chegar seca eram mínimas. Mas como iria dizer isso à vizinha? Imediatamente tirou o telefone do gancho e falou apontando: - Não, Rita, obrigada. Preciso fazer uns telefonemas. Ambas sorriram e a vizinha se foi. E tome chuva! Minut...
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